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Internet e Redes Sociais · 11 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Internet supera TV e rádio como principal fonte de informação no Brasil

Internet supera TV e rádio como principal fonte de informação no Brasil

As plataformas digitais consolidaram sua posição como o principal canal de acesso à informação para os brasileiros. Pela primeira vez, o consumo de conteúdos em redes sociais e aplicativos de mensagens superou as mídias tradicionais, como rádio e televisão, entre usuários de internet com 16 anos ou mais.

Os dados integram a pesquisa “Painel TIC – Integridade da Informação“, lançada nesta sexta-feira (10) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O estudo mapeou o comportamento de 5.250 internautas e traça um diagnóstico sobre como o país lida com notícias e desinformação.

O novo ecossistema da notícia

De acordo com o levantamento do Cetic.br, 72% dos entrevistados acessam informações diariamente por meio de redes sociais. Esse consumo é impulsionado principalmente por:

  • Vídeos curtos: 53%;
  • Sites ou apps de vídeo: 50%;
  • Feeds de notícias: 46%.

Desconfiança e o desafio da checagem

Apesar do alto consumo digital, o brasileiro mantém um pé atrás com o que lê. Cerca de metade dos entrevistados (48%) afirma desconfiar “sempre” ou na maioria das vezes das notícias da imprensa tradicional. O índice é semelhante para canais de vídeo e streaming (47%) e influenciadores digitais (43%).

Um dado que acende o alerta para as autoridades é o desengajamento com a verdade. Segundo o Cetic.br, 34% dos usuários concordam que “não vale a pena pesquisar se uma informação é verdadeira ou falsa”, e 30% admitem não ter interesse nesse tipo de verificação. Esse comportamento é mais acentuado entre homens jovens e classes C, D e E.

Algoritmos e inteligência artificial

A pesquisa também identificou a falta de conhecimento dos brasileiros sobre as dinâmicas de recomendação dos algoritmos. Metade da população da pesquisa (50%) concorda que o que faz um conteúdo circular mais no ambiente online é ele ser mais confiável, enquanto 45% afirmam que todos encontram as mesmas informações quando pesquisam coisas na internet.

No campo da inteligência artificial, a presença de ferramentas generativas já faz parte da rotina:

Para Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, os resultados mostram que o enfrentamento à desinformação exige políticas públicas baseadas em evidências. “A pesquisa busca gerar reflexões sobre o tema ao mapear as dinâmicas informacionais de brasileiros, investigando desde práticas de acesso e verificação de conteúdos até percepções sobre o ecossistema digital e competências para identificar informações na internet”, destaca o executivo.

Layse Ventura

Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.

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