


O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou, na terça-feira (07), que a big tech vai encerrar o programa de checagem de fatos nas suas plataformas (Instagram e Facebook, por exemplo) para “restaurar a liberdade de expressão”. E tanto Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), quanto Linda Yaccarino, CEO da rede social, elogiaram a mudança.
Em postagem no X repercutindo o assunto, Musk disse: “Isso é legal”. Já Linda disse que a mudança “É uma jogada inteligente do Zuck”. O programa de checagem de fatos vai ser substituído por um sistema de “notas da comunidade” inspirado no usado pelo X.
Elon Musk e Linda Yaccarino elogiam fim da checagem de fatos nas redes sociais da Meta
Confira abaixo as postagens de Musk e Linda sobre a mudança na política da Meta:
This is cool pic.twitter.com/kUkrvu6YKY
(Depois, o bilionário repercutiu postagens que ironizavam manchetes relacionadas ao assunto – veja exemplos clicando aqui e aqui.)
COMMUNITY NOTES FTW!!! 🔥
Fact-checking and moderation doesn’t belong in the hands of a few select gatekeepers who can easily inject their bias into decisions. It’s a democratic process that belongs in the hands of many.
And as we’ve seen on X since @CommunityNotes debuted,… https://t.co/zg51yUTGG1
— Linda Yaccarino (@lindayaX) January 7, 2025
“A checagem de fatos e a moderação não pertencem às mãos de alguns poucos guardiões selecionados que podem facilmente injetar seu viés nas decisões. É um processo democrático que pertence às mãos de muitos.
E como vimos no X desde que as Notas da Comunidade estrearam, elas são profundamente bem-sucedidas ao mesmo tempo em que mantém a liberdade de expressão sagrada.
É uma jogada inteligente do Zuck e algo que espero que outras plataformas sigam agora que o X mostrou o quão poderoso ele é. Bravo!”
Outras reações

Em sua fala, Zuckerberg criticou a América Latina pelo que chamou de “Cortes secretas“. Segundo o CEO, elas obrigam empresas a derrubarem conteúdos. Há quem interprete que isso foi uma referência velada ao Brasil por conta do embate entre Musk e Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao X em 2024.
Membros do STF rechaçaram, de maneira reservada, a afirmação de Zuckerberg sobre as tais “Cortes secretas”, segundo o jornal O Globo. Eles também avaliaram que o embate recente entre Musk e o STF impôs novas barreiras para a circulação de desinformação nas redes sociais.
Ainda de acordo com o jornal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que a mudança de política da Meta intensifica a “desordem informacional”. Para Messias, ela reforça a necessidade de uma nova regulamentação das redes sociais no Brasil.
Leia mais:
Robert Reich – professor na Universidade da Califórnia e ex-secretário do Trabalho dos EUA – ponderou, numa postagem no X, se a mudança na Meta tem relação com o processo antitruste da FTC (Federal Trade Comission) contra a big tech. Leia abaixo:
Mark Zuckerberg scrapped fact-checking from Meta platforms. He’s also added Trump ally Dana White to Meta’s board and is helping fund his inauguration.
Why is Zuckerberg kissing Trump’s ring?
Perhaps it’s because of the FTC’s antitrust lawsuit against Meta.
Follow the money.
— Robert Reich (@RBReich) January 7, 2025
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