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Internet e Redes Sociais · 11 de julho de 2025 · 3 min de leitura ·

Por contra própria, adolescentes já reduzem uso de smartphones

Por contra própria, adolescentes já reduzem uso de smartphones

Adolescentes estão assumindo um papel mais ativo no controle do uso de smartphones e redes sociais como forma de proteger sua saúde mental, aponta uma série de estudos recentes divulgados pelo The Guardian.

Segundo pesquisa da GWI com 20 mil jovens de 12 a 15 anos em 18 países, o número de adolescentes que fazem pausas voluntárias no uso de dispositivos digitais aumentou de 18% para 40% desde 2022.

Especialistas afirmam que essa mudança reflete uma crescente consciência dos jovens sobre os impactos negativos do tempo excessivo online, como ansiedade, exaustão emocional e perda de autoestima.

Para proteger saúde mental, jovens diminuem tempo de tela sem que os pais precisem intervir – Imagem: shutterstock/Monkey Business Images

Jovens se desligando do mundo digital

  • Professora da London School of Economics, Sonia Livingstone explica que as crianças estão buscando estratégias próprias para preservar o bem-estar, como desativar notificações, excluir aplicativos ou reduzir o tempo nas redes sociais — muitas vezes sem depender da supervisão dos pais.
  • Daisy Greenwell, da iniciativa Smartphone Free Childhood, destaca que muitos adolescentes estão começando a questionar a normalidade de “crescer online” e reconhecem que as plataformas digitais são projetadas para capturar atenção e explorar emocionalmente seus usuários. Fazer pausas se tornou, para muitos, uma forma de rebelião consciente.
  • Outro relatório da Ofcom reforça essa tendência: 33% dos jovens entre 8 e 17 anos consideram que passam tempo demais em frente às telas, e quase metade dos usuários de 16 a 24 anos já desativou notificações ou usa o modo “não perturbe”.

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Impacto a longo prazo ainda deixa dúvidas

Apesar disso, especialistas como o professor David Ellis alertam que os efeitos duradouros dessas práticas ainda são incertos, pois parte do tempo offline pode ser substituída por atividades igualmente pouco saudáveis.

Ainda assim, o movimento revela uma geração mais crítica, que vê os smartphones com cautela e busca restaurar o equilíbrio entre o mundo digital e a vida real.

Mais conscientes dos riscos, adolescentes estão assumindo o controle do tempo online — muitas vezes sem interferência dos pais – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Leandro Costa Criscuolo

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

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