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Internet e Redes Sociais · 31 de julho de 2026 · 3 min de leitura ·

Proibição não afastou jovens das redes sociais na Austrália

Proibição não afastou jovens das redes sociais na Austrália

Três meses após a Austrália proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, a maioria dos adolescentes continua utilizando essas plataformas.

Um relatório da eSafety concluiu que a falta de sistemas eficientes para verificar a idade dos usuários reduziu o efeito da nova regra.

Jovens adolecentes mexendo em celulares
A falta de verificação de idade pelas plataformas foi apontada como principal motivo para a regra ter pouco efeito. – Imagem: AYO Production/Shutterstcok

Resultado ficou abaixo do esperado

Na prática, pouca coisa mudou. De acordo com a Reuters, mais de oito em cada dez adolescentes ainda acessavam pelo menos uma rede social poucos meses após a proibição entrar em vigor, em 10 de dezembro do ano passado.

Antes da nova regra, quase 86% dos jovens entrevistados utilizavam ao menos uma plataforma com restrição de idade. Depois da mudança, esse percentual permaneceu acima de 81%, uma queda considerada pequena.

Para a eSafety, o principal motivo foi a dificuldade das plataformas em confirmar corretamente a idade dos usuários.

A maioria dos menores de 16 anos que já tinha contas em redes sociais antes da entrada em vigor da lei conseguiu mantê-las ou criar novas contas três meses depois. A principal razão apontada foi a falta de mecanismos eficazes das plataformas para verificar a idade dos usuários”, afirmou a eSafety.

O levantamento mostrou que:

  • Mais de 8 em cada 10 adolescentes continuaram usando redes sociais.
  • A proporção de contas caiu de 52% para 42%.
  • O uso diário permaneceu praticamente estável, passando de cerca de 60% para 58%.
  • O uso do Reddit aumentou de 6% para mais de 9%.
  • Também houve crescimento no uso de aplicativos de mensagens e jogos online.

Verificação de idade segue como desafio

Cerca de metade dos adolescentes que manteve suas contas disse que a plataforma nunca verificou sua idade. Outros relataram que o perfil já indicava 16 anos ou mais ou que os sistemas concluíram, por engano, que eles eram mais velhos.

Esses resultados reforçam avaliações anteriores da eSafety e motivaram a investigação sobre um possível descumprimento da legislação por Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e YouTube.

“Embora a eSafety tenha observado algumas melhorias por parte da indústria desde a atualização de março sobre a idade mínima para redes sociais, ainda existem preocupações quanto ao cumprimento da regra pelas cinco plataformas citadas na ocasião”, informou a agência reguladora.

Adolescente utilizando um smartphone com o logo do Instagram exibido na tela
A primeira avaliação da lei australiana mostra que restringir o acesso não mudou tanto o comportamento dos adolescentes. Imagem: Shuterstock: Tatiana Diuvbanova

Rotina dos adolescentes mudou pouco

A pesquisa também encontrou poucas mudanças em atividades como esportes, exercícios físicos, artes, música, convivência com amigos e familiares e participação em eventos comunitários.

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Mais de 65% dos jovens disseram que a proibição não teve impacto em suas vidas. O estudo ainda aponta que os pais passaram a acompanhar menos o uso das redes sociais pelos filhos, o que pode dificultar a identificação de riscos e atrasar intervenções quando surgirem problemas no ambiente digital.

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