

O novo prazo para resolver o impasse envolvendo o TikTok nos Estados Unidos acaba no mês de abril. E apesar dos esforços do presidente Donald Trump, o banimento da rede social ainda é uma possibilidade real.
Para que não deixe de operar no país, a ferramenta precisa passar para o controle de donos norte-americanos, o que a ByteDance, dona da plataforma, não aceita.
No entanto, uma nova sugestão foi apresentada pela Casa Branca.
Fim das tarifas comerciais poder ser a solução
Trump afirmou que pode cortar as novas tarifas impostas sobre a China em troca de um acordo envolvendo o TikTok. O republicano ainda informou que está disposto a estender o prazo para resolução do impasse, que acaba no dia 5 de abril, embora senadores dos EUA pressionem para que isso não aconteça.
Com relação ao TikTok, e a China terá que desempenhar um papel nisso, possivelmente na forma de uma aprovação, talvez, e acho que eles farão isso. Talvez eu dê a eles uma pequena redução nas tarifas ou algo assim para fazer isso.

As declarações do presidente dos EUA aconteceram depois do anúncio de novos impostos de importação de 25% para todos os carros e peças de automóveis que entrem no país. Separadamente, a Casa Branca aumentou as taxas sobre todas as importações da China para 20%.
O governo chinês condena a adoção das tarifas e afirma que elas violam as regras do livre comércio. Por conta disso, Pequim pediu que os EUA suspendam as medidas imediatamente, o que pode acabar sendo um moeda de troca no caso TikTok.
Leia mais
- TikTok: senadores dos EUA pressionam Trump por resolução
- Perplexity entra na disputa pelo TikTok com proposta audaciosa
- Oracle deve salvar o TikTok nos EUA; saiba como
- TikTok: quatro grupos negociam compra da rede social, diz Trump

Rede social chegou a ser retirada do ar
- O prazo inicial para que o TikTok evitasse o banimento da rede social nos EUA acabou em 19 de janeiro.
- A justiça do país, então, determinou a interrupção das operações, medida que foi revertida por decreto do presidente Donald Trump, que deu mais 75 dias de prazo para resolver a situação.
- O principal impasse é em relação ao uso feito dos dados coletados pela plataforma, que seriam enviados para o governo da China, representando um risco para a segurança nacional norte-americana.
- Por isso, o TikTok está sendo pressionado para vender as operações para um dono dos EUA, o que não aconteceu até agora.
- A empresa chinesa e o governo do país asiático contestam as alegações e acusam os norte-americanos de ferirem os princípios da concorrência justa.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
Entre para comentar.