

O Twitter atualizou suas notificações de posts ofensivos para ser mais flexível com…palavrões. A rede social nunca proibiu o uso de termos mais duros nas postagens, mas agora terá um maior entendimento de contexto, compreendendo que certas interações supostamente ofensivas sejam, na verdade, fruto de uma amizade mais aprofundada entre duas pessoas.
Pense da seguinte forma: se em um tuite você fizer uma piada chamando seu amigo de “f**** d* p***”, o Twitter vai analisar o volume de interação entre os dois, entendendo que vocês são, na verdade, próximos um do outro.
A consequência disso é que seu tuite automaticamente foge do algoritmo de moderação que o Twitter utiliza para identificar posts — e usuários — mais problemáticos.
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O Twitter moderar posts ofensivos, com ou sem palavrões, não é bem uma novidade, já que a empresa vinha testando essa função desde maio de 2020, pausando seu uso brevemente e retomando-o em fevereiro deste ano. Agora empregada em caráter oficial, o Twitter ainda vai entender como “post ofensivo” o tuite que tiver termos mais pesados, porém, palavrões e “algumas” ofensas terão um passe livre mediante análise de contexto e proximidade.
Enfatizamos o “algumas” porque nem tudo será permitido: termos potencialmente racistas, homofóbicos ou de preconceito de gênero ainda serão veementemente avaliados pela plataforma e, muito provavelmente, excluídos, segundo promessa da empresa. A função agora se une a outros recursos de moderação do Twitter, como o “leia antes de retuitar”, que estreou em 2020 e vem sendo empregado no combate às fake news na rede social.
Hoje (5), a novidade se faz disponível para usuários do Twitter no iOS (em mercados de idioma inglês), com o Android recebendo a atualização “nos próximos dias”. Ainda não há informação sobre um lançamento global, mas o Twitter não costuma demorar muito com funcionalidades que permeiam sua estrutura.
Segundo a empresa, as medidas aplicadas têm mostrado bons resultados: pesquisas conduzidas internamente, afirma o Twitter, mostraram que 34% dos usuários que receberam o alerta de conteúdo ofensivo revisaram suas postagens ou escolheram nem mesmo responder a algo. Outros 11% escreveram ou receberam “menos respostas ofensivas”. Das pessoas que revisaram suas respostas, reescrevendo-as de forma mais educada, todas relataram terem recebido interações menos pesadas como retorno.
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Jornalista formado pela Universidade Paulista, Rafael é especializado em tecnologia, cultura pop, além de cobrir a editoria de Ciências e Espaço no Olhar Digital. Em experiências passadas, começou como repórter e editor de games em diversas publicações do meio, e também já cobriu agenda de cidades, cotidiano e esportes.

Lyncon Pradella é jornalista formado pela Universidade Nove de Julho. Foi estagiário da RedeTV! e repórter freelancer do UOL antes de se tornar Editor do Olhar Digital.
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