


Pessoas de todo o mundo já podem usar o Twitter Blue, serviço de assinatura que concede recursos diferenciados na plataforma do Twitter. Embora a ferramenta já estivesse amplamente disponível em vários territórios, a disponibilidade global indica o esforço da rede social em alavancar o produto e, claro, ter resultados financeiros com ele.
O que é Twitter Blue?
- Twitter Blue é um serviço de assinatura do Twitter que desbloqueia a funcionalidade premium da plataforma;
- Quem optar por pagar a assinatura terá acesso às funções como edição de tweets, adição de imagens NFT no perfil, upload de vídeos de maior qualidade e, claro, o desejado selo azul de verificação;
- A assinatura tem preços diferentes quando realizada pela web e pelo aplicativo. Uma custa R$ 42 mensais e a outra, considerando app do iOS e Android, fica por R$ 60.
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Contudo, apesar do esforço por visibilidade, a plataforma ainda não cumpre exatamente tudo o que promete. Segundo o The Verge, há dois recursos anunciados que ainda não estão disponíveis aos pagantes: prioridades de conta (prioridade na visibilidade de respostas, menções e pesquisas) e redução de anúncios.
Entre outras promessas que ainda não se cumpriram, está a de que a rede social iria compartilhar a receita publicitária com os criadores de conteúdos — para isso, o usuário teria que ser inscrito no Twitter Blue Verified. Mas, até agora, nada aconteceu, e nenhuma explicação por parte da plataforma foi emitida.
Twitter Blue is now available globally! Sign up today to get your blue checkmark, prioritized ranking in conversations, half ads, long Tweets, Bookmark Folders, custom navigation, Edit Tweet, Undo Tweet, and more. Sign up here: https://t.co/SBRLJccMxD
— Premium (@premium) March 23, 2023
O polêmico Twitter Blue
Desde que foi anunciado por Elon Musk, em novembro de 2022, o Twitter Blue tem causado diversas polêmicas, ficando frequentemente nos tópicos de notícias — ao lado de qualquer outro tema relacionado ao excêntrico bilionário.
Um dos pontos mais discutidos do serviço é o selo de verificação azul que, antes gratuito, passou a ser cobrado com a implantação do sistema — ou seja, usuários passaram a poder comprar o status.
Após problemas de uso mal-intencionado do selo, a rede social adicionou uma regra: novas contas do Twitter só poderiam assinar o Twitter Blue e ter o selo após 90 dias de registro. Recentemente, a plataforma reduziu esse período para 30 dias.
Ainda ajustando as regras sobre os selos de verificação (e fazendo o que já era esperado), o Twitter também anunciou esta semana que começará a remover os “legados” de autenticação adquiridos antes do Twitter Blue. Segundo comunicado da rede social, a partir do dia 1° de abril, quem não for assinante terá o selo removido. Saiba detalhes aqui!
Outra mudança que mexeu (e não agradou) o bolso do usuário foi o anúncio de que a rede começaria a cobrar também pela autenticação de dois fatores (2F) por SMS. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) notificou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Secretaria de Comunicação Social (Secom) alegando que a medida fere os direitos de segurança do cidadão. Entenda o caso!
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Tamires Ferreira é jornalista formada pela Fiam-Faam e tem como experiência a produção em TV, sites e redes sociais, além de reportagens especiais. Atualmente é redatora de Hard News no Olhar Digital.
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