
O que você precisa saber
Pesquisadores da Universidade de Harvard vêm desenvolvendo, há anos, uma abelha robô chamada “RoboBee”. Eles já criaram diversas versões dela, e as mais recentes são capazes até mesmo de se grudar em paredes usando eletrostática. No entanto, eles recentemente divulgaram uma nova versão da RoboBee que é capaz de fazer algo que nem as abelhas de verdade fazem: nadar.
O robô tem o tamanho aproximado de um clipe de papel e pesa cerca de 175 miligramas – 14 vezes menos que uma moeda de cinco centavos. Ele é composto por um pequeno corpo e duas asas que bate para voar. Quando ele mergulha, as asas o ajudam a nadar, e também são essenciais para ajudá-lo a levantar voo depois do mergulho. O vídeo abaixo mostra ele em funcionamento:
De acordo com o IEEE Spectrum, nadar e voar são muito semelhantes: nos dois casos, trata-se de um corpo movendo-se por um fluido (o ar, no caso do voo, ou a água, no caso do nado). Por isso, o movimento usado nos dois casos é o mesmo. A diferença é que, para voar, a RoboBee bate as asas cerca de 120 vezes por segundo; para nadar, ela só faz isso nove vezes por segundo.
Embora seja simples para nós sair da água, fazer isso é um desafio muito maior para um robô que pesa menos do que uma moeda. Isso porque a superfície da água tem uma força de tensão que atrai para si os objetos que estão mergulhados. Por esse motivo, o robô ficava “preso” dentro da água depois que mergulhava.
Para contornar esse problema, os pesquisadores desenvolveram um sistema que faz com que a RoboBee suba até a superfície e, então, preencha sua cavidade central com água. Nesse momento, a tensão superficial da água consegue manter o robô boiando, mesmo cheio de líquido. Dentro da cavidade central há uma placa eletrolítica que produz oxihidrogênio – uma mistura dos gases hidrogênio (H2) e oxigênio (O2).
Os gases ajudam o robô a boiar mais, e fazem com que suas asas se levantem acima do nível da superfície. Com isso, ele consegue começar a bater levemente suas asas. Nesse momento, um componente dentro da cavidade central da RoboBee produz uma faísca que faz com que o oxihidrogênio exploda. Essa pequena explosão ajuda a dar um impulso para que o robozinho se levante e comece a voar novamente.
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