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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

“A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook

“A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook
Apple faz 50 anos
Apple foi incorporada em 1º de abril de 1976 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aproveitando as comemorações do cinquentenário da Apple, o CEO Tim Cook concedeu uma entrevista à revista Esquire para discutir o passado e o futuro da gigante de Cupertino. O marco histórico serviu para o executivo refletir sobre a influência duradoura do cofundador Steve Jobs no DNA e na cultura de inovação da empresa.

Além da nostalgia, Cook usou o espaço para abordar o atual cenário político e responder a críticas. O líder da maçã justificou os diálogos frequentes de sua gestão com o governo de Trump, defendendo que a aproximação é a melhor via para combater a polarização.

imagem de Steve Jobs em preto e branco
Influência e ideais do executivo continuam guiando a empresa meio século depois (imagem: reprodução/Albert Watson)

A Apple completou meio século de estrada consolidada como uma das empresas mais valiosas do planeta. É quase impossível olhar para o histórico de produtos que redefiniram a tecnologia e não pensar em Steve Jobs. Para Tim Cook, a figura do amigo e ex-chefe continua onipresente. “Penso nele com frequência — e nos últimos meses, pensando no 50º aniversário, ainda mais. A gente sempre pensa nas coisas em que ele acreditava”, revelou.

Trabalhando ao lado de Jobs desde 1998, Cook confessou que demorou a aceitar a gravidade da doença do cofundador antes de seu falecimento, em 2011. Na época, a expectativa pessoal do atual CEO era de que Jobs continuasse como presidente do conselho para sempre. Sobre a identidade da empresa hoje, ele não hesita: “Com certeza, ainda é a empresa dele”.

Tim Cook tem sido alvo de críticas pela proximidade com Donald Trump. A justificativa do executivo é combater a polarização e garantir que a voz da Apple seja ouvida. Para Cook, evitar o contato com líderes políticos por diferenças ideológicas acaba agravando os problemas da sociedade.

Ele classifica a atual administração dos EUA como “acessível”, o que permite à empresa apresentar seus pontos de vista diretamente. “Eles podem não concordar, mas você pode dialogar e ser ouvido. No fim, talvez você não consiga convencê-los, mas o engajamento é essencial”, pontuou.

Fonte: Tecnoblog

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