Tesla admite que robotáxis não são totalmente autônomos

A Tesla admitiu que seus robotáxis não são tão independentes quanto o marketing da empresa costuma sugerir. Em carta enviada ao senador Ed Markey no dia 26/03, a companhia confirmou que operadores humanos podem assumir o controle dos veículo remotamente em situações excepcionais, quando as intervenções automáticas do sistema falham.
Os documentos, obtidos pelo portal TechSpot, revelam como a Tesla se diferencia de concorrentes como a Waymo, que afirma que seus funcionários apenas orientam o software de navegação, sem verdadeiramente assumir o volante. Os operadores da fabricante de Elon Musk, por sua vez, conseguem dirigir o carro à distância, ainda que com limitações de velocidade.
A investigação do senador Markey tenta entender como as montadoras desses carros utilizam assistência humana remota. A admissão contrasta com o discurso de autonomia total frequentemente associado à marca de Elon Musk.

Segundo a empresa, os operadores, que são todos funcionários internos em centros de comando em Austin e Palo Alto, só podem assumir o controle total com o veículo a 3,2 km/h ou menos. Em casos em que o sistema de direção automatizada concede acesso direto, o limite sobe para 16 km/h.
A Waymo, por comparação, mantém cerca de 70 agentes de assistência remota nos EUA e nas Filipinas, mas apenas para sugerir rotas ou confirmar manobras, sem tomar o controle do veículo.
A Tesla lançou o serviço em Austin em junho de 2025 e opera atualmente com cerca de 50 veículos. Na prática, a maioria ainda circula com supervisores humanos, prontos para intervir fisicamente se necessário.
Fonte: Tecnoblog
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