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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

A pergunta “celulares causam câncer?” volta à tona

A pergunta "celulares causam câncer?" volta à tona

Afinal, os celulares causam câncer ou não? A velha pergunta está de volta, depois que o Departamento de Saúde Pública da Califórnia emitiu diretrizes oficiais para reduzir a exposição à energia de radiofrequência liberada pelo aparelho.

Como lembra o Ars Technica, três grandes estudos epidemiológicos, envolvendo dezenas de milhares de usuários de celulares em 13 países, não encontraram nenhuma ligação entre o uso do aparelho e câncer. Eles foram publicados entre 2007 e 2013.

Em 2014, o pesquisador de saúde pública Joel Moskowitz, da Universidade da Califórnia em Berkeley, processou o departamento por não divulgar suas orientações para reduzir a exposição à RF de celulares.

O Departamento disse na época que estava seguindo o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), cuja posição oficial até hoje é que não há dados definitivos sobre o assunto, e que “mais pesquisas são necessárias antes de sabermos se o uso de celulares causa efeitos na saúde”.

Não adiantou: um juiz decidiu a favor de Moskowitz, e o departamento precisou divulgar as orientações. O comunicado lembra, no entanto, que a ciência sobre os riscos do uso do celular “ainda está em evolução”, e “a comunidade científica não chegou a um consenso”.

Alguns pesquisadores temem que dos celulares pode causar câncer, particularmente no cérebro. No entanto, há poucos dados científicos sólidos para justificar essa preocupação. A energia de RF é muito fraca para remover elétrons dos átomos, ou seja, para danificar o DNA ou causar mutações cancerosas.

Fonte: Tecnoblog

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