Cybercode
tecnoblog
tecnoblog
Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Amazon Leo quer rede de 5 mil satélites de internet para celular

Amazon Leo quer rede de 5 mil satélites de internet para celular

A Amazon Leo, braço de telecomunicações da gigante do varejo, solicitou autorização à Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) para lançar até 5.105 novos satélites. O plano é criar uma rede em órbita baixa da Terra capaz de levar serviços de internet direto para dispositivos móveis.

A proposta tem como público-alvo usuários em áreas isoladas e fora do alcance das torres de celular tradicionais. A expectativa é que a implantação dessa constelação comece em 2028. Para viabilizar a operação, a empresa vai utilizar o espectro de frequências da Globalstar.

Em abril deste ano, as duas companhias assinaram um acordo de fusão que transferiu para a Amazon toda a infraestrutura, operações e licenças de serviços móveis por satélite da parceira.

O novo ecossistema será integrado às constelações de banda larga que a companhia já mantém no espaço. A grande promessa do sistema Direct-to-Device (D2D) do Amazon Leo é a facilidade de uso para o consumidor final. A rede vai se conectar a qualquer dispositivo móvel compatível, tirando proveito dos chips de comunicação via satélite que já equipam smartphones modernos e sem exigir a instalação de antenas.

Na prática, a novidade será um complemento para as operadoras. Quando um cliente entrar em uma área de sombra e perder o sinal terrestre, o aparelho acessará a rede no espaço para garantir a continuidade da comunicação (desde a troca de mensagens até respostas a desastres e alertas de emergência).

Ilustração do direct-to-device mostra um celular sendo segurado em uma mão, com um satélite em órbita desenhado ao fundo
Tecnologia visa facilitar o envio de mensagens e alertas de resgate (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para que a cobertura seja fluida, a infraestrutura espacial da empresa será dividida em diferentes camadas orbitais. Algumas focarão nas latitudes médias para atender regiões mais populosas, enquanto outras terão inclinação acentuada para garantir que o serviço também chegue aos polos e altas latitudes do planeta.

Fonte: Tecnoblog

Publicidade