Apple aposta na IA generativa com o OpenELM, um projeto de código aberto

OpenELM é o nome de uma série de modelos (LLMs) de inteligência artificial (IA) generativa que a Apple liberou para uso público. O conjunto chama a atenção por ter código-fonte aberto e ser mais leve do que a maioria dos modelos de IA atuais, o que deve facilitar a sua implementação em projetos com os mais diversos fins.
O nome OpenELM significa “Modelos de Linguagem Eficientes de Código Aberto”. Os modelos da iniciativa geram conteúdo em texto, mas seguem bases de parâmetros diferentes. Da menor para a maior, estes são os tamanhos das bases disponíveis:
Entenda como parâmetros a quantidade de variáveis que o modelo compreende por meio de seu treinamento para gerar resultados. A maior base da Apple tem uma quantidade de parâmetros ligeiramente abaixo daquela que está disponível para o Phi-3, o menor modelo de IA da Microsoft, com 3,8 bilhões de parâmetros.
As pequenas quantidades de parâmetros do OpenELM quando comparadas a outras LLMs não são exatamente uma desvantagem. Essa característica permite que aplicações de IA generativa sejam executadas em dispositivos com capacidade de processamento ou baterias relativamente modestas, a exemplo de celulares de baixo custo ou dispositivos vestíveis.
Quais aplicações seriam essas? A Apple disponibilizou o OpenELM no Hugging Face com um “licença de código de amostra”. Ela permite que o código-fonte dos modelos seja modificado ou até usado de modo comercial. Assim, o seu uso dependerá do objetivo e da criatividade de cada desenvolvedor que se interessa pela iniciativa.
Podemos pensar em um usuário que recebe um e-mail e dá um comando por voz ao celular para que o aparelho gere uma resposta contendo determinada informação. Um aplicativo baseado no OpenELM poderia executar essa tarefa sem exigir muito processamento ou energia. Mas, claro, esse é um cenário meramente hipotético.
Fonte: Tecnoblog
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