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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Dá para espiar seu iPhone usando só as notificações

Dá para espiar seu iPhone usando só as notificações

Uma investigação da empresa de cibersegurança Mysk mostra que é possível obter informações sobre iPhones usando apenas as notificações. Com esses dados, é possível contornar as configurações do usuário e identificá-lo, mesmo contra sua vontade. Alguns aplicativos populares aproveitam essa “janela” para obter informações sobre os aparelhos, mas negam que isso seja usado para identificação ou direcionamento de anúncios.

O iOS impede que um aplicativo rode em segundo plano sem necessidade e fique coletando informações. No entanto, quando chega uma notificação (e elas chegam por meio dos servidores da Apple), o app correspondente é despertado para processar a informação — como baixar a foto de perfil de quem enviou uma mensagem, por exemplo. No entanto, alguns desenvolvedores aproveitam para fazer outras coisas.

iPhone sobre mesa, na sombra, com a tela virada para baixo
iPhone permite que apps “acordem” quando uma notificação chega (Imagem: Simerpreet Singh/Unsplash)

Nos testes, Facebook, LinkedIn, TikTok e X (antigo Twitter) coletaram diversas informações que, em um primeiro momento, não parecem relacionadas às notificações em si. Entre elas, estão endereço de IP, tempo que o aparelho levou para reiniciar, memória livre, brilho da tela e operadora usada.

Combinadas, informações desse tipo podem servir para identificar um usuário e associá-lo a outros dados, o que pode ser usado para direcionar anúncios. Esta é uma técnica conhecida como fingerprinting. Desde o iOS 14.5, a Apple permite que os donos de iPhone não mostrem seu código de identificação aos desenvolvedores. Essas técnicas de fingerprinting podem ser usadas para contornar o bloqueio.

O uso de algumas dessas informações para o funcionamento dos próprios apps é plausível. Mesmo assim, existem alternativas para coletar menos dados. A própria Apple fornece um console com métricas sobre notificações, o que dispensa parte da necessidade de pegar mais informações para análise.

Além disso, nem todos os apps coletam esses dados. Tommy Mysk, co-fundador da Mysk, testou o Gmail e o YouTube, ambos do Google. Segundo o especialista, eles usam apenas informações obviamente relacionadas a processar as notificações.

Fonte: Tecnoblog

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