Firefox remove função de privacidade que quase ninguém respeita

O navegador Firefox não terá mais a opção “Do Not Track” (ou “Não rastrear”, na versão em português) a partir da versão 135. Na página de ajuda do navegador, a Mozilla explica que “muitos sites não respeitam esta indicação” e, em muitos casos, isso pode reduzir a privacidade.
O “Do Not Track” (também conhecido pela sigla DNT) é uma configuração comum a muitos navegadores. Ele foi criada em 2009, e o Firefox foi o primeiro dos grandes browsers a adotá-lo. O DNT avisa aos sites visitados, bem como a anunciantes e provedores de conteúdo, que o usuário deseja não ser rastreado.

Não se trata de um bloqueio, apenas uma sinalização, que depende da boa vontade dos anunciantes. Na prática, porém, muitos sites não respeitam esta preferência. Apesar disso, o DNT continua no Google Chrome e Microsoft Edge, por exemplo. Já o Safari removeu a sinalização em 2019 — e agora, o Firefox se junta a ele.
No lugar do DNT, a Mozilla indica o controle global de privacidade (GPC, na sigla em inglês) como alternativa. Nele, há a opção “Dizer aos sites para não vender nem compartilhar meus dados”, que já existe há algum tempo. Pode parecer a mesma coisa, mas é diferente.
A Mozilla diz que este aviso é respeitado por cada vez mais sites. Além disso, há respaldo legal em diversas jurisdições. Segundo a organização, os estados americanos da Califórnia, Colorado e Connecticut, por exemplo, têm leis que obrigam as empresas a respeitar pedidos para não vender dados.
Quem não quer depender da boa vontade ou da fiscalização para impedir o rastreamento pode recorrer a ferramentas mais rígidas, como bloqueadores de cookies. Alguns navegadores já contam com esta opção, e também é possível instalar extensões que fazem o serviço, como o Privacy Badger.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.