Galaxy Z Fold 3 de US$ 1.800 vem sem carregador e S Pen na caixa

A velha história do celular que vem sem carregador está em alta novamente: o Galaxy Z Fold 3, novo smartphone dobrável da Samsung apresentado nesta quarta-feira (11), não vem com o adaptador de parede na caixa. Isto é, se o seu acessório antigo não funciona muito bem, você terá que adquirir outro para que seu novo amigo de US$ 1.800 seja alimentado da forma que merece. E tem mais: a caneta eletrônica S Pen, que ganhou até uma edição especial para o telefone flexível, também é vendida à parte.
A Samsung não está sozinha ao alegar que a remoção do carregador da caixa de novos celulares é uma questão de sustentabilidade — uma ação pensada para reduzir o desperdício. A lógica é que chegamos a um ponto da evolução do uso de smartphones em que a maioria das pessoas já teve um modelo anterior (ao menos a maioria que vai comprar um smartphone da linha Galaxy S ou Z). Outras empresas, como Apple e Xiaomi, também já se posicionaram a respeito do assunto.
Nesse ponto, faço coro com o Android Police na pergunta: e todo o resto? O cabo que vem enrolado em um papelão? O invólucro plástico? É verdade que a Samsung está repensando suas operações para reduzir o uso de recursos ambientais, mas… Bem, em um prazo até 2025. Enquanto isso, ainda estaremos pagando a mais por produtos que antes eram parte do pacote e vendo outros desperdícios que não pedimos, o que não faz muito sentido.
De todo modo, quem tem poder de compra para o Galaxy Z Fold 3, provavelmente acha que os adicionais são mais alguns “trocados”, já que o celular custa US$ 1.800. Vale lembrar que isso é uma redução no preço em relação ao Galaxy Z Fold 2, que foi lançado por US$ 2.000. Não sabemos qual será o preço do novo dobrável no Brasil, mas vamos ter em mente que a geração passada desembarcou por aqui custando R$ 13.999.
Se você pode pagar mais de R$ 10 mil em um smartphone, talvez não se importe com uma taxa extra para o carregador ou para a S Pen, que pode custar US$ 50 ou US$ 100, dependendo do modelo.
Com celulares custando o mesmo que um carro usado dos anos 2000, está cada vez mais difícil para o consumidor médio — e não me refiro aqui às pessoas que só buscam celulares “baratinhos” — obter a experiência completa e inovadora prometida em vídeos promocionais e em eventos de lançamento.
Fonte: Tecnoblog
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