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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Google abre código dos smartwatches Pebble, marca pioneira no segmento

Google abre código dos smartwatches Pebble, marca pioneira no segmento

O Google anunciou nesta semana a liberação do código-fonte dos relógios da Pebble, marca conhecida por ser pioneira no segmento de smartwatches. A Pebble foi comprada pela Fitbit após entrar em falência, sendo oficialmente encerrada em 2016. Anos depois, o Google adquiriu o Fitbit e manteve a propriedade da marca pioneira, que ainda tem uma base fiel de usuários.

Com o código-fonte do sistema operacional dos Pebbles, desenvolvedores podem criar atualizações para o SO dos smartwatches. Além disso, fabricantes podem criar dispositivos que rodem o sistema operacional da Pebble. Esse cenário é útil principalmente para startups e companhias menores que querem entrar no segmento de smartwatches, hoje dominado por Apple, Google e Samsung.

Imagem de um relógio inteligente de cor preta embaixo da água
Relógios da Pebble contavam com resistência à água para até 40 m (foto: Henrique Pinheiro Sá/Tecnoblog)

Ainda que os Pebbles sejam “relógios ultrapassados”, o fato de usar um display e-ink entrega bateria para dias ou semanas a depender do hábito de uso. A tecnologia e-ink tem um consumo baixíssimo de energia.

Esse tipo de tela é a mesma usada no Kindle. Se você já usou este ou outro e-book, sabe da maravilha que é o e-ink. Por exemplo, é possível usar o dispositivo com o sol rachando sem dificuldade para ver a tela. Ainda que as telas AMOLED dos smartwatches premium permitam o mesmo, eles não têm a mesma capacidade de bateria de um Pebble.

E apesar do Google ter liberado o código-fonte do sistema operacional desses smartwatches, quem merece os créditos por essa conquista é Eric Migicovsky, fundador da Pebble. Migicovsky pediu que a big tech abrisse o código-fonte, já que não há planos de lançar novos produtos da marca.

Contudo, parte da tecnologia própria do Google, como os códigos de suporte ao chipset e funcionamento do Bluetooth, não integram a pasta do SO do Pebble no GitHub. Por outro lado, ainda que seja difícil, os desenvolvedores poderão criar essa parte por conta própria partindo do código-fonte dos smartwatches.

Fonte: Tecnoblog

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