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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Google descobre 10 mil perfis falsos no Maps e processa golpistas

Google descobre 10 mil perfis falsos no Maps e processa golpistas

O Google anunciou a descoberta de uma rede de golpistas responsável por criar milhares de estabelecimentos falsos no Google Maps. Com isso, outros criminosos compravam as contas e ofertavam serviços por preços maiores do que o esperado — ou cobravam um valor de adiantamento. A big tech informou que processará os envolvidos.

Os golpistas que compravam as contas falsas se passavam por empresas reais. Em alguns casos, interceptavam as ligações aos números verdadeiros. Em outros, colocavam um número dedicado. O golpe acabava funcionando porque os alvos eram pessoas que tinham alta necessidade do serviço — quase uma “situação de vulnerabilidade”.

Por exemplo, uma pessoa precisava de um chaveiro urgente. Com o profissional já no local e o atendendo, ela acabava pagando o valor mais caro. Acho que podemos dizer que todo mundo já passou por uma situação assim, não é mesmo? Na qual foi mais fácil pagar caro do que esperar uma alternativa. Outra possibilidade era cobrar uma taxa antes de ir realizar o serviço.

Arte mostra um celular sendo segurado em uma mão, mostrando uma rota de mapa.
Lojas falsas do Maps eram usadas para aplicar golpes de cobrar valores mais caros dos clientes (imagem: divulgação)

O Google revelou que a rede de golpistas opera em todo o mundo. Parte do esquema envolvia publicar o link do estabelecimento falso em grupos no Facebook e pedir notas de cinco estrela. Com notas altas, o local falso ganhava mais credibilidade.

É mais seguro usar avaliações aleatórias do que contratar pessoas para isso, já que o algoritmo do Google pode identificar padrões em escritas e penalizar a loja. Contudo, a compra de reviews ocorria para esconder as notas ruins.

A big tech explicou que descobriu um dos integrantes da rede. Esse grupo criminoso basicamente criou um negócio de vendas de contas do Maps — alguns perfis também foram roubados. Não muito diferente do que ocorre com plataformas usadas por golpistas para pegar dados de alvos.

Fonte: Tecnoblog

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