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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Hackers ameaçam vazar 17 TB de dados de empresa de geolocalização

Hackers ameaçam vazar 17 TB de dados de empresa de geolocalização

Um grupo hacker afirma ter roubado o banco de dados de localização da Gravy Analytics, uma das maiores empresas do ramo. A companhia possui contratos com o governo americano e empresas de tecnologia, como a Uber, Tinder, Comcast e Apple. O grupo responsável pelo roubo publicou uma amostra de 1,4 GB de um total de 17 TB no fórum hacker XXS, ameaçando vazar gradualmente o banco de dados em 24 horas se a empresa não os responder.

A Gravy Analytics é uma empresa de data broker, cujo principal mercado é a venda de dados de localização. Essas informações são adquiridas dos smartphones dos usuários através de aplicativos de terceiros. Os dados são então tratados e vendidos para empresas, visando propagandas mais assertivas, ou governos.

Localização de usuários do Tinder no Reino Unido compartilhada com a Gravy (Imagem: Reprodução/Baptiste Robert)
Localização de usuários do Tinder no Reino Unido compartilhada com a Gravy Analytics (imagem: reprodução/Baptiste Robert)

Um dos clientes da Gravy Analytics é o governo dos Estados Unidos, que adquire dados de localização com diferentes agências. Por exemplo, na primeira presidência de Donald Trump, a Venntel, uma subsidiária da Gravy Analytics, fornecia dados de localização de pessoas que poderiam ser imigrantes ilegais para o Departamento de Segurança Nacional (Department of Homeland Security).

Zach Edwards, da empresa de cibersegurança Silent Push, destaca em entrevista ao site 404Media, que publicou com exclusividade o caso, que o hackeamento de um data broker como a Gravy Analytics é o “cenário de pesadelo que todo militante de privacidade tem temido e avisado”.

Data brokers são ótimos alvos para hackers e agências de espionagem. Sendo realista e não sensacionalista, caso a invasão e a quantidade de dados seja verdade, podemos presenciar o ciberataque mais grave da história.

Apesar de Edward citar o risco aos usuários americanos, há também dados coletados em outros países. Na amostra publicada pelos hackers, estão localizações coletadas em lugares como:

Fonte: Tecnoblog

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