Japonesa Coincheck sofre maior roubo de criptomoedas da história: US$ 533 milhões

Talvez você nunca tenha ouvido falar em NEM, mas ela é, atualmente, a décima criptomoeda mais valorizada do mercado. Mas o que a tornou conhecida no final de semana não foi o seu potencial de rendimento, mas um roubo que já é considerado o maior envolvendo uma moeda digital: cerca de US$ 533 milhões em NEM foram desviados da Coincheck, uma das principais casas de câmbio de criptomoedas do Japão.
Ainda que sem explicar os detalhes, a Coincheck confirmou, na última sexta-feira (26), que uma quantidade equivalente a 58 bilhões de ienes — US$ 533 milhões, aproximadamente — foi extraída no mesmo dia da sua plataforma às 2:57 do horário local (Tóquio). O roubo só foi detectado quase oito horas depois.
Os executivos da companhia disseram em pronunciamento oficial que ainda não sabem como o ataque foi realizado e que investigações já estão sendo conduzidas. Mas a Bloomberg aponta para algumas “fraquezas” na plataforma da Coincheck.
Começa com o fato de que praticamente todos os valores de clientes em NEM estavam armazenados em carteiras quentes, que ficam conectadas a redes online. O ideal é que, tanto quanto possível, as criptomoedas sejam mantidas em carteiras frias, que não ficam permanentemente ligadas ao mundo exterior e, portanto, estão menos suscetíveis a ataques.
A Coincheck também não trabalha com assinaturas múltiplas (multi-sig). Carteiras desse tipo requerem o consentimento de várias partes por meio de contratos inteligentes para validar transações. Pelo menos teoricamente, essa proteção poderia ter dificultado o desvio.
Estima-se que 260 mil clientes da Coincheck foram afetados. No domingo (28), a casa de câmbio assumiu o compromisso de compensá-los financeiramente a partir de recursos próprios. Os valores a serem pagos a eles correspondem a 88.549 ienes para cada unidade em NEM desviada. O total é equivalente a US$ 425 milhões, aproximadamente.
Fonte: Tecnoblog
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