LG bate recorde de lucro, mas perde R$ 1 bilhão com celulares

A temporada de resultados financeiros das empresas continua nesta quarta-feira (29) com a LG, que conseguiu sua melhor margem operacional em um primeiro trimestre e aumentou os lucros em 21,1% em comparação com o mesmo período de 2019. Em compensação, a divisão de dispositivos móveis segue como a mais problemática: faz cinco anos que a empresa não ganha dinheiro com celulares.
Entre janeiro e março de 2020, a LG como um todo faturou 14,73 trilhões de wons (equivalente a R$ 65,7 bilhões). Isso representa uma queda marginal de 1,3% em relação ao primeiro trimestre de 2019.
Mas o lucro operacional subiu 21,1%, passando para 1,09 trilhão de wons (aproximadamente R$ 4,9 bilhões). A margem de 7,4% é a melhor da história da empresa para um primeiro trimestre. Além disso, esta é apenas a segunda vez que a LG consegue lucrar mais de um trilhão em moeda local em um trimestre. Ou seja, no geral, a empresa está bem, obrigado.
Quem dá dinheiro é a divisão de eletrodomésticos e ares-condicionados, com 753 bilhões de wons (R$ 3,35 bilhões) de lucro operacional, o que representa mais de dois terços dos ganhos da companhia. As TVs também continuam vendendo e, recentemente, a LG Display anunciou que atingiu mais de 10 milhões de TVs OLED comercializadas — a empresa é a única fabricante desse tipo de painel para televisores.

Então vamos para a parte problemática: a divisão de celulares. O Tecnoblog levantou que a fabricante coreana não lucra com smartphones desde 2014, na época do G2. As perdas se acentuaram desde então e atingiram um pico de US$ 1 bilhão de prejuízo em 2016, com o fracasso do aparelho modular G5, lançado no Brasil como G5 SE. Em cinco anos, o prejuízo acumulado ultrapassa US$ 3 bilhões.
A LG segue tentando reerguer seu negócio de celulares, mas as condições também não ajudam: as vendas caíram 34% em relação ao primeiro trimestre de 2019, para 998,6 bilhões de wons (R$ 4,45 bilhões), uma queda atribuída a “interrupções no fornecimento de fornecedores chineses” em meio à pandemia de COVID-19.
Fonte: Tecnoblog
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