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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Samsung antecipa queda no lucro com vendas fracas de celulares e TVs

Samsung antecipa queda no lucro com vendas fracas de celulares e TVs

A Samsung anunciou nesta quarta-feira (29) seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2020 e já antecipou aos investidores: haverá queda no lucro nos próximos meses devido às vendas fracas de celulares e TVs em meio à pandemia de COVID-19. Em compensação, o negócio de memórias da fabricante coreana deverá permanecer sólido.

No trimestre encerrado em 31 de março, a Samsung faturou 55,33 trilhões de wons (equivalente a R$ 249,2 bilhões). Houve aumento de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado “devido ao crescimento da demanda por peças de celulares e servidores”. Já em relação ao trimestre anterior, a queda foi de 7,6%: a sazonalidade do negócio de telas e celulares e, claro, a pandemia de coronavírus, afetaram o resultado.

Já o lucro operacional chegou a 6,45 trilhões de wons (R$ 29 bilhões). A Samsung diz que o crescimento de 0,2 trilhão (R$ 890 milhões) em relação ao ano passado ocorreu “devido à linha de produtos aprimorada no negócio de dispositivos móveis e à diversificação adicional na base de clientes da empresa no OLED para o segmento móvel”, no qual a Apple é a maior cliente.

A divisão de semicondutores é a que realmente dá dinheiro para a Samsung: ela foi responsável por menos de um terço do faturamento da companhia, mas mais de 60% do lucro do trimestre. A Samsung continua na liderança do mercado de chips, depois de desbancar um reinado de 24 anos da Intel.

Apesar da pandemia, o negócio de silício da Samsung foi bem. Isso porque as empresas continuam investindo em infraestrutura de 5G e houve aumento da demanda por memórias, já que aplicações de nuvem relacionadas a trabalho remoto e educação à distância tiveram um crescimento em meio às medidas de isolamento social no mundo. O resultado deve continuar bom no segundo trimestre, segundo a Samsung.

Ainda assim, a divisão de semicondutores não deve permanecer bem por muito tempo. A demanda no segmento de celulares já caiu, o que foi compensado pelas boas vendas para data centers, que fornecem plataformas de streaming e lojas online. Mas “uma crise prolongada da COVID-19 apresenta riscos de redução geral da demanda”, diz a empresa.

Fonte: Tecnoblog

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