Meta vai demitir 11 mil pessoas; Zuckerberg detalha como será o processo

A Meta é a próxima empresa de tecnologia que vai passar por um layoff. Nesta quarta-feira (9), a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp confirmou os desligamentos, que vai atingir cerca de 11 mil funcionários, para enxugar os gastos da companhia. As informações foram revelados pelo próprio CEO Mark Zuckerberg.
O passaralho, como falamos no Brasil, está detalhado em uma publicação na sala de notícias da Meta. De cara, Zuckerberg aponta que esta é uma das mudanças “mais difíceis” na história da companhia. E não é para menos, pois a empresa decidiu cortar por volta de 13% da sua folha de pagamento.
“Também estamos tomando várias medidas adicionais para nos tornarmos uma empresa mais enxuta e eficiente, cortando gastos discricionários e estendendo nosso congelamento de contratações até o primeiro trimestre [de 2023]”, disse o executivo.
Zuckerberg assumiu a responsabilidade sobre os desligamentos. “Eu sei que isso é difícil para todos, e lamento especialmente os afetados”, afirmou. Ainda segundo o CEO, as reduções estão atingindo todas as organizações da Família de Aplicativos e do Reality Labs, setor responsável pelas operações em realidade aumentada e virtual.

A carta expõe os fatores que estão por trás do layoff da Meta. Sem surpresas, Zuckerberg fala sobre a pandemia de COVID-19, que resultou em vários investimentos conforme a vida se tornou praticamente virtual. Não à toa, o limite de chamadas do WhatsApp primeiro subiu para oito pessoas e agora está em 32 integrantes.
O problema é que tudo isso tomou uma proporção inesperada, escapando das expectativas da empresa. “Não apenas o comércio on-line voltou às tendências anteriores, mas a desaceleração macroeconômica, o aumento da concorrência e a perda de sinal de anúncios fizeram com que nossa receita fosse muito menor do que eu esperava”, explicou. “Eu entendi errado, e assumo a responsabilidade por isso.”
Fonte: Tecnoblog
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