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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Sem pânico: falha “grave” do VLC foi corrigida há mais de um ano

Sem pânico: falha “grave” do VLC foi corrigida há mais de um ano

Talvez você tenha lido sobre alguma falha de segurança assustadora no VLC que abria espaço para a execução de código malicioso no seu computador. Algumas notícias mais alarmistas diziam até para você desinstalar o player de vídeo. Mas pode se acalmar: a vulnerabilidade, que estava em um componente de terceiro, foi corrigida há mais de um ano.

Tudo começou quando a agência de segurança alemã CERT-Bund reportou uma falha no VLC e teve sua descoberta divulgada pelo WinFuture. O relato se espalhou por outros sites e ganhou um identificador CVE (Common Vulnerabilities and Exposures), passando a figurar em um banco de dados público de bugs de segurança. O CVE-2019-13615 tem pontuação base de 9,8, sendo que 10,0 indica o risco mais grave possível.

Se a falha fosse explorada, um hacker poderia instalar, modificar ou executar software malicioso em qualquer computador com Windows, Linux ou sistemas operacionais baseados em Unix, com exceção do macOS, que era o único não afetado.

Pior: a vulnerabilidade era explorada de forma simples, bastando apenas que a vítima tentasse reproduzir um arquivo *.mkv com código malicioso no VLC. Embora não houvesse nenhum exploit em atividade, a brecha é considerada grave devido à abrangência: o player de vídeo poderia só fechar inesperadamente, como também poderia ser usado para acessar indevidamente qualquer arquivo da sua máquina.

Na terça-feira (23), os responsáveis pelo projeto VideoLAN se pronunciaram no Twitter, reclamando da atitude de agências de segurança que reportaram uma brecha considerada grave sem contatar previamente os desenvolvedores e sem checar as informações — contrariando seus próprios códigos de ética. Na manhã desta quarta-feira (24), a organização esclareceu que o VLC não é vulnerável.

De acordo com a VideoLAN, a falha de segurança estava na libebml, uma biblioteca do projeto Matroska que processa informações contidas em contêineres *.mkv. Só que a brecha foi corrigida há 16 meses. A responsável pelo VLC alega que a vulnerabilidade só foi relatada porque os testes foram realizados em um computador com Ubuntu 18.04 que possivelmente tinha uma versão desatualizada da libebml, um componente de terceiro.

Fonte: Tecnoblog

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