Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 27 de abril de 2024 · 2 min de leitura ·

10-E Electra: como era o avião dirigido por Amelia Earhart em volta ao mundo?

10-E Electra: como era o avião dirigido por Amelia Earhart em volta ao mundo?

Após 90 anos do desaparecimento de Amelia Earhart no Oceano Pacífico, a Deep Sea Vision afirmou que pode ter achado os destroços de sua aeronave Lockheed 10-E Electra no fundo do oceano. Relembrando um pouco sobre essa história, vem com a gente e descubra como era o avião.

O avião era chamado por Earhart de “Laboratório Voador” e foi comprado pela aviadora justamente para fazer a volta ao mundo. A aeronave era um monoplano bimotor, feita totalmente de metal, com asa baixa e trem de pouso retrátil.

Esse era o modelo 10, que havia sido fabricado em cinco versões com o número máximo de 149 aeronaves construídas entre os anos de 1934 e 1941. A empresa fabricante, Lockheed, fabricou quinze modelos 10Es, e o que foi comprado por Earhart tinha o número de série 1055.

Como a aviadora estava planejando dar a volta ao mundo, ela pediu para que fossem realizadas algumas mudanças. Dentre elas, foi colocado um posto de navegação na parte traseira, implementado o piloto automático Sperry, itens de rádio e navegação e baterias adicionais.

Além disso, Amelia pediu para que as janelas dos passageiros fossem retiradas e ainda colocados quatro tanques auxiliares para combustível. A aeronave tinha uma envergadura de 16.7 metros, altura de 3 metros e o comprimento de 11.7 metros. Também foram removidos os assentos na cabine. Tudo isso para permitir que o avião conseguisse fazer voos de longa distância.

No dia 2 de julho de 1937, Amelia Earhart, pioneira na aviação dos Estados Unidos, e o navegador Fred Noonan, um aviador pioneiro, decolaram na aeronave Lockheed Electra, de Papua Nova Guiné, na Oceania, com a intenção de chegar à ilha Howland, no Oceano Pacífico. O objetivo final de Earhat era dar a volta ao mundo, mas infelizmente isso não foi possível.

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