
As ações da Tesla bateram novo recorde na manhã desta quarta-feira, quando foram negociadas a US$ 653,69 (R$ 3.368,14) cada. Isso dá à empresa uma impressionante valorização de quase 760% em relação a 2 de janeiro deste ano, quando valiam US$ 86,05 (R$ 443,37).
Aproveitando este momento, a empresa pediu autorização para vender o equivalente a 0,8% de suas ações para levantar US$ 5 bilhões (R$ 25,76 bilhões). O anúncio foi feito três meses depois da empresa anunciar outra rodada de venda de ações, também avaliada em US$ 5 bilhões, que causou uma queda de 21,1% no valor de cada ação.
Esta foi a maior queda na história da empresa, superando um recorde anterior de 19,3% em 13 de janeiro de 2012. Para evitar que isso se repita, a Tesla afirma que as ações serão vendidas “de tempos em tempos”.
Um dos maiores beneficiados com a valorização das ações da Tesla é seu diretor executivo, Elon Musk. Ele não recebe salário da empresa, mas é seu maior acionista com 21% das ações. Além disso, recebe bônus que são atrelados a metas de desempenho da empresa. Entre eles um de US$ 55,8 bilhões que será pago caso a montadora atinja um valor de mercado de US$ 650 bilhões até 2028. Atualmente, o valor é de US$ 567,83 bilhões.
A valorização das ações da Tesla tornou Musk o segundo homem mais rico do mundo, superando Bill Gates no ranking Bloomberg Billionaires Index, com um patrimônio avaliado em US$ 136 bilhões. Ele está atrás apenas de seu rival na exploração espacial, Jeff Bezos, que tem um patrimônio de US$ 189 bilhões.
Mas a revista Forbes questionou o status do bilionário como o segundo mais rico do mundo. Isso porque ela tem seu próprio ranking, e segundo seus critérios de avaliação de fortunas Musk ainda está na terceira posição. Ainda.
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