Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 1 de junho de 2018 · 3 min de leitura ·

Acompanhe a transformação das montadoras nas trilhas da Indústria 4.0

Acompanhe a transformação das montadoras nas trilhas da Indústria 4.0

Acelerando nas trilhas da Indústria 4.0, as montadoras estão cada vez mais inteligentes e conectadas – ao mesmo tempo, mais produtivas. Robôs executam funções específicas em linhas de montagem desde os anos 80. Não são mais novidade. Hoje, uma nova transformação começa a dar uma “vida digital” a toda fábrica.

Conectados e monitorados por diversos tipos de sensores, os braços robóticos que, no início, tinham funções restritas e muito específicas, agora são capazes de se comunicar entre si trocando dados e informações. Em linhas de montagem como esta, a Internet das Coisas já é realidade há algum tempo.

Voltando um pouco na história, o conceito de linha de produção foi criado por Henry Ford, ainda no início do século 20. Cada estação de trabalho é responsável por uma parte do novo veículo. O conceito continua! Mas mesmo em fábricas gigantescas e antigas como esta da Volkswagen, em Wolfsburg, na Alemanha, grande parte dos humanos foi substituída por máquinas. Ainda assim, mais de 70 mil pessoas trabalham ali dentro. A produção segue a todo vapor: 3000 mil novos carros são produzidos todos os dias!

O primeiro passo dessa transformação começou com a digitalização do chão de fábrica. Um modelo virtual completo da fábrica – incluindo seus processos – é produzido através de softwares específicos de projeção em 3D. Na tela é possível simular virtualmente qualquer etapa da produção; seja um novo produto ou até questões de infraestrutura da fábrica. Tudo em minuciosos detalhes e propriedades físicas idênticas às reais. Testar no virtual garante que a manufatura evite erros. Isso sem contar com o fim da necessidade de parar a linha de produção para realizar qualquer tipo de teste.

Os robôs operam desde o primeiro momento, quando cada peça do carro é produzida. Na funilaria, sem qualquer intervenção humana, esses braços mecânicos dão forma ao aço. Nas montadoras 4.0, mais do que conversar entre si, as máquinas também tomam decisões de forma autônoma. Os robôs quase sempre acertam; e, quando erram, avisam! Cada peça de um veículo que passa pela linha de produção é identificada com sensores de rádio frequência ou códigos bidimensionais. Isso permite que, em tempo real, sem parar a linha, cada carro seja montado diferente de outro dentro de uma mesma linha de produção – tudo sem atraso ou perda de tempo.

Em algumas situações, a automação é tão extrema que o homem sequer chega perto. Um exemplo é o momento da solda das peças do veículo. Cada carro tem, em média, entre 6 e 8 mil pontos de solda. Sensores a laser avaliam cada ponto um a um. As máquinas então “conversam” e cruzam dados; juntas, decidem se o veículo está pronto para a próxima etapa. Se verificarem que sim, ele segue; se não, a linha simplesmente para.

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