Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 22 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Aeroportos brasileiros precisam se preparar para mudanças climáticas

Aeroportos brasileiros precisam se preparar para mudanças climáticas

Os estragos causados pela maior tragédia climática do Rio Grande do Sul estão espalhados por todo o estado gaúcho. Mas uma das imagens que mais impressiona é a do Aeroporto Internacional Salgado Filho, na capital Porto Alegre, completamente alagado. Segundo especialistas, a situação evidencia a necessidade de uma adequação do sistema aeroportuário brasileiro às mudanças climáticas e aos desastres naturais cada vez mais frequentes.

No caso de Porto Alegre, todas as operações do único aeroporto da cidade foram suspensas até, pelo menos, o final de agosto. O termina recebe cerca de oito milhões de passageiros por ano, o que representa aproximadamente 3,5% ou 4% de toda a demanda aérea comercial brasileira.

As autoridades ainda aguardam que as águas do lago Guaíba baixem para contabilizar todos os estragos. Uma das possibilidades é que seja necessário reconstruir a pista de pouso. Já o terminal de passageiros provavelmente precisará passar por obras de maior proporção para possibilitar a retomada das operações.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já autorizou a base aérea de Canoas, próxima à Porto Alegre, a operar cinco voos diários para tentar diminuir os prejuízos. Outros espaços aéreos de pequenas cidades do interior gaúcho também podem ser utilizados para atender a demanda represada.

Em entrevista ao Jornal da USP, o professor Jorge Eduardo Leal Medeiros afirmou que o caso do Aeroporto Salgado Filho evidencia a necessidade de adequação do sistema aeroportuário brasileiro às mudanças climáticas. Uma das alternativas, segundo ele, é implementar cada vez mais a utilização de fontes renováveis nos equipamentos dos aeroportos, como ocorre em Brasília, onde 60% da energia utilizada é hidráulica.

O que tem que ser feito agora é atuar nesse sentido de melhorar a defesa. Então é preciso cada vez mais nos preocupar com essa questão de proteger o ar, como proteger essas águas que eventualmente podem voltar a se dirigir às cidades.

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