
Viajantes deverão enfrentar novas restrições sobre a quantidade de carregadores portáteis (ou power banks) que podem levar em voos, à medida que companhias aéreas buscam reduzir o risco de incêndios causados por baterias de lítio a bordo.
A determinação surge após decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) que proíbe o carregamento em voo e limita a quantidade de aparelho por passageiro.
A Southwest Airlines, por exemplo, anunciou, na terça-feira (7), que, a partir de 20 de abril, os passageiros poderão transportar apenas um carregador portátil em seus voos. Além disso, os dispositivos não poderão ser armazenados nos compartimentos superiores nem em bagagens despachadas.
A companhia já exige que os passageiros mantenham os carregadores visíveis enquanto estiverem em uso, permitindo que comissários ajam rapidamente caso apresentem superaquecimento.
A nova regra vai além da recomendação recente da ONU, que sugeriu limite de dois carregadores por passageiro. Ainda assim, a Southwest informou que não pretende aplicar a política de forma rigorosa, como revistar bagagens ou confiscar dispositivos. Em vez disso, o vice-presidente de Segurança e Proteção da empresa, Dave Hunt, afirmou que a companhia pretende reforçar a orientação aos viajantes no momento da reserva e no aeroporto, destacando os riscos envolvidos.
Segundo Jeff Marootian, CEO da UL Standards & Engagement, grande parte dos passageiros ainda não tem consciência dos perigos associados a esses dispositivos. “Uma grande parte da preocupação aqui é ver que o número de incidentes continua a aumentar, o que está diretamente relacionado à quantidade de dispositivos que as pessoas levam para dentro dos aviões”, afirmou à Associated Press (AP).
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