Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 8 de outubro de 2021 · 2 min de leitura ·

Atualizado até a década de 2050, bombardeiro B-52 deve celebrar um século nos céus

Atualizado até a década de 2050, bombardeiro B-52 deve celebrar um século nos céus

Peça-chave da força aérea americana em diversas guerras ao longo do século 20, como no Vietnã e na guerra do Golfo, e usado até hoje nos conflitos no Oriente Médio, o bombardeiro B-52 Stratofortress pode ser o primeiro avião na história a completar 100 anos em operação ininterrupta.

(E, salvo algum caso obscuro, também o primeiro veículo militar em toda a história a ver combate real por tanto tempo assim. Existem coisas como o navio USS Constitution, um veleiro de 1797, mas hoje ele é uma peça cerimonial.)

Nesta semana, uma das empresas responsáveis por manter o modelo atualizado, a L3Harris, anunciou contrato de uma década para reformar o sistema de autoproteção de guerra eletrônica da aeronave.

Este conjunto de revisões é responsável por proteger contra radares e ameaças de espectro eletrônico múltiplo, que podem impedir a operação da máquina. Os detalhes exatos não foram anunciados. Mas o novo contrato, estimado em US$ 947 milhões (cerca de R$ 5,2 bilhões em conversão direta), deve manter a empresa da Flórida como mantenedora da aeronave pelo resto de sua vida útil.

Fechado na última terça-feira (5), o acordo da L3Harris reforça os planos do Pentágono de manter o B-52 ativo por pelo menos até meados do século 21 e possibilitar o marco dos 100 anos — a aeronave, construída pela Boeing, voou pela primeira vez em abril de 1952 (daí seu número).

Parte do plano prevê a remotorização de toda a frota dos B-52 num programa que deve custar em torno de US$ 11 bilhões (R$ 60,8 bi). General Electric, Raytheon Technologies (da Pratt & Whitney) e Rolls-Royce competem na licitação, que requer a construção de 608 motores e peças sobressalentes pelos próximos 17 anos.

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