
A China, uma das maiores potências econômicas do planeta, também está apostando as suas fichas na aviação comercial com o C919. A aeronave encerrou seus voos de teste em julho e aguarda apenas a certificação oficial das autoridades para começar a operar.
Até aqui, já foram reservadas 815 unidades do C919 por 28 empresas. A primeira unidade fabricada pela Comac (sigla para Corporação de Aeronaves Comerciais da China em português) será entregue à companhia aérea China Eastern Airlines.
Quando a frota decolar, o C919 posicionará a China, um dos maiores consumidores de aviões, como a terceira maior do mercado quando o assunto é fabricação de aeronaves de grande porte, atrás apenas das gigantes Boeing e Airbus.
Considerando a capacidade de 174 passageiros, o C919 terá dois rivais diretos: o Boeing 737 Max 8 e o Airbus A320neo. O preço atual por unidade é de US$ 100 milhões, um pouco abaixo dos US$ 110 milhões de ambos os concorrentes.
O plano inicial é focar no mercado chinês, apesar de não existir nenhum bloqueio do governo para a negociação com outros países. O próprio avião é repleto de componentes internacionais.
Seus sistemas hidráulicos e de combustível, por exemplo, são da alemã Liebherr e da norte-americana Eaton. Já os freios, rodas, sensores e sistemas de piloto automático e controle de voo são da americana Honeywell. Os motores, por sua vez, são da CFM, mesma fornecedora que atende a Boeing e a Airbus.
Entre para comentar.