
Uma “interferência externa e técnica” teria sido responsável pela queda de um avião modelo Embraer 190, fabricado pela empresa brasileira, perto da cidade de Aktau, no Cazaquistão. A informação faz parte de uma investigação preliminar realizada pela Azerbaijan Airlines, responsável pelo voo.
A companhia aérea ainda disse ter suspendido todos os voos do Azerbaijão para oito cidades russas “por potenciais riscos de segurança”. As cidades são Sochi, Mineralnye Vody, Volgogrado, Ufa, Samara, Saratov, Nizhny Novgorod e Vladikavkaz. As operações para outras duas cidades russas, Grozny e Makhachkala, já haviam sido interrompidas após o acidente.
O comunicado da Azerbaijan Airlines diz que “a decisão [de suspender voos] foi tomada com base nos resultados preliminares da investigação sobre o acidente do Embraer 190, que operava o voo J2-8243 de Baku para Grozny, causado por interferência física e técnica, e considerando os potenciais riscos à segurança de voo”.
A divulgação destas informações acontece um dia depois de uma reportagem da Reuters, com base em quatro fontes da investigação feita no Azerbaijão e uma do governo dos Estados Unidos, afirmar que um sistema de defesa russo teria derrubado o avião por engano. Das 67 pessoas a bordo, 38 morreram.
De acordo com a agência de notícias, havia relatos de drones militares ucranianos sobrevoando a região, perto do sul da Rússia, poucas horas antes da queda da aeronave. O avião teria sido atingido pelo Pantsir-S, um sistema de defesa aéreo russo.
Um oficial do governo dos EUA também disse à reportagem que “indicações preliminares” apontam que a aeronave teria sido abatida. No entanto, segundo as fontes citadas, a derrubada não foi intencional, com os militares russos acreditando que se tratava de um equipamento militar da Ucrânia.
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