
Uma startup de aviação suíça encontrou uma forma de aumentar o alcance de voo e a capacidade de carga da sua futura aeronave anfíbia de passageiros, a Hydro Aircraft Zero Emission 100 (ou PHA-ZE 100). Para isso, a JEKTA firmou um acordo com a ZeroAvia, especialista na área de células de combustível.
Segundo o CEO da JEKTA, George Alafinov, a ideia é oferecer para clientes e operadores a escolha de duas fontes de combustível (eletricidade ou hidrogênio) para atender rotas mais longas: “O sistema de hidrogênio oferece uma alternativa viável à energia da bateria e promete um aumento significativo no alcance”, afirmou o executivo no evento Farnborough Airshow, que acontece no Reino Unido.
Agora, as empresas vão trabalhar no desenvolvimento e certificação de um sistema integrado de geração de energia de célula de combustível para a aeronave, incluindo a parte eletrônica, o tanque de hidrogênio e um sistema de combustível. Ainda não foi revelado quando o projeto estará pronto.
A aeronave está configurada para decolar e pousar em águas costeiras, rios, canais e lagoas, bem como pistas terrestres. O plano inicial era usar apenas bateria para alimentar o avião, mas a adoção do hidrogênio permitirá além de voos mais longos com emissão zero, a capacidade de levar mais carga útil.
As estimativas atuais apontam para um salto de uma tonelada na capacidade de carga e até 600 km de autonomia de voo. A entrega da primeira unidade do PHA-ZE 100 está programada apenas para 2029.
Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase e faz parte da redação do Olhar Digital desde 2020.
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