
O pouso do último Concorde, em 6 de novembro de 2003, representou a aposentadoria dos voos supersônicos. Por anos, esta tecnologia foi totalmente esquecida. O motivo foram os impactos causados pelas ondas de choque no solo, assim como o alto custo para desenvolver aeronaves do tipo.
Atualmente, no entanto, novos protótipos estão sendo testados por diversas empresas privadas, e até pela NASA. O objetivo é garantir viagens comerciais com aeronaves supersônicas ecologicamente corretas e economicamente viáveis.
O objetivo da Dawn Aerospace é atingir velocidades de cerca de Mach 3,5 (4.321 quilômetros por hora) a uma altitude de 100 km. A empresa deseja chegar até este ponta para realizar pesquisas de microgravidade, ciência atmosférica, observação da Terra e testes de voo em alta velocidade.
Segundo a empresa, isso significaria atingir um desempenho nunca antes visto na história da aviação. No entanto, ainda não há data prevista para que testes nestas condições sejam realizados.
Até agora, a companhia ressalta que construiu o veículo com maior taxa de subida já existente. Este marco prepara o terreno para que o Aurora se torne a aeronave mais alta e mais rápida do mundo e abre caminho para a primeira aeronave supersônica operacional.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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