
Líder global em baterias para veículos elétricos, a chinesa CATL confirmou, durante uma conferência de fornecedores realizada no domingo (28), que sua tecnologia de baterias de íons de sódio estará pronta para uso em larga escala até o fim de 2026.
A companhia planeja aplicar a solução em serviços de troca de baterias, carros de passeio, veículos comerciais e sistemas de armazenamento de energia, com a promessa de reduzir custos, elevar a segurança e melhorar o desempenho em climas frios.
A CATL domina o mercado global de baterias para veículos elétricos, com 38,1% de participação até outubro de 2025, segundo a SNE Research. BYD aparece em segundo lugar, seguida por LG Energy Solution, CALB e Gotion. Em um cenário competitivo, a aposta nos íons de sódio é estratégica: trata-se de uma química considerada mais acessível que as tradicionais de lítio e, assim como as LFP, com reputação de maior estabilidade térmica e custo potencialmente menor.
Em abril, a empresa apresentou a marca Naxtra, com células que, segundo a fabricante, alcançam densidade energética de 175 Wh/kg — desempenho na faixa de algumas das melhores LFP. A CATL também afirma que suas baterias de sódio funcionam de forma confiável entre -40°C e 70°C, um ganho importante para usuários em regiões frias, onde a autonomia e a velocidade de recarga tendem a cair nos dias gelados.
A companhia já havia indicado em setembro que os novos conjuntos permitem uma autonomia elétrica superior a 500 km e estão prontos para produção em massa. Além disso, as baterias de sódio Naxtra foram as primeiras a cumprir os requisitos do novo padrão de segurança para baterias de tração da China (GB 38031-2025), que entra em vigor em 1º de julho de 2026.
Para a empresa, a transição tem alcance sistêmico: “reduz de forma eficiente a dependência de recursos de lítio e fortalece a base das novas tecnologias de energia, promovendo a utilização energética da ‘dependência de um único recurso’ para a ‘liberdade energética’”, diz a CATL. A visão mira tanto a cadeia de suprimentos — ao diversificar matérias-primas — quanto a experiência do usuário, com promessa de maior previsibilidade de alcance e recarga em temperaturas extremas.
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