
A Mercedes confirmou a venda de um dos dois exemplares do histórico cupê 300 SLR Uhlenhaut pelo valor de 135 milhões de euros (em torno de R$ 696 milhões, na cotação atual). Com isso, o clássico superesportivo — arrematado em um leilão secreto, se tornou o carro mais caro do mundo. A montadora alemã não identificou o novo dono do veículo, limitando-se a dizer que se trata de um colecionador particular.
De acordo com a Mercedes, o valor arrecadado com a venda do 300 SLR será utilizado como impulso para a criação de um fundo mundial, o “Fundo Mercedes-Benz”, que “fornecerá bolsas de estudo e pesquisa nas áreas de ciência ambiental e descarbonização para jovens”. O leilão foi realizado no último dia 5 no museu da empresa em cooperação com a RM Sotheby’s.
“A decisão de vender um desses dois esportivos foi tomada com um raciocínio muito sólido: em benefício de uma boa causa”, disse Ola Kallenius, presidente do conselho do grupo Mercedes-Benz, em comunicado. “Ao mesmo tempo, alcançar o preço mais alto já pago por um veículo é extraordinário.”
Anteriormente, o título de carro mais caro do mundo pertencia à Ferrari 250 GTO, vendida em 2018 também pela RM Sotheby’s por US$ 70 milhões (à época em torno de R$ 220 milhões).
Construído em 1955 e batizado em homenagem ao lendário projetista Rudolf Uhlenhaut — responsável pelo vitorioso programa de automobilismo da Mercedes nos anos 1930 e 50 —, o 300 SLR Uhlenhaut é uma variação cupê do esportivo homônimo projetado para as 24 Horas de Le Mans e outras provas de endurance.
Quando veio ao mundo, ele não era conhecido como o carro mais caro, mas o mais rápido do planeta, capaz de atingir uma velocidade de 290 km/h, passando dos 300 cv de potência. O esportivo era montado sob um chassi tubular de aço, com carroceria de alumínio e motor oito-cilindros de três litros. Este exemplar específico passou por uma restauração de seis meses liderada pelo aclamado preparador e técnico automotivo Tony Merrick, no fim dos anos 1980.
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