
Com descontos nos impostos e bônus oferecidos pelas montadoras, o conceito de “carro popular” voltou com tudo em 2023.
Apesar do apelido antigo, os incentivos de hoje são bem diferentes que no passado. Nos anos 1990, por exemplo, era comum encontrar modelos icônicos como o Fiat Uno na faixa de R$ 8 mil na versão ELX (o Gol “bolinha” 1995, a segunda geração do hatch da VW, saia por cerca de R$ 12 mil).
Assim como o Gol, o Uno não passou ileso dos reajustes no preço. A versão mais básica do carro ficou quase 6 vezes mais cara, culminando na aposentadoria do modelo que marcou a indústria automotiva nacional nos seus 37 anos de história e mais de 4,3 milhões de unidades vendidas.
O Uno Attractive 1.0 é o modelo moderno com o preço tabelado mais baixo da família: R$ 46,5 mil. A diferença é que a versão já conta com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, airbags frontais e freios ABS de série. O motor 1.0 Fire também ficou mais “esperto”, entregante até 75 cavalos rodando no etanol.
Além do reajuste da inflação, é importante lembrar que nos anos 1990 era muito comum encontrar carros que saiam de fábrica com o mínimo possível em recursos de segurança. Equipamentos que são obrigatórios hoje, como os airbags, eram vistos apenas em carros mais caros.
Nos últimos anos isso mudou com a nova legislação de trânsito. Mesmo automóveis considerados populares, como o próprio Uno, Kwid e o Mobi, saem de fábrica equipados com pacotes de segurança mais completos, sem contar novas tecnologias, como rádio com Bluetooth, portas USB e controles de estabilidade e tração (algo impensável nos anos em que o Fiat Uno e o Gol dominaram as vendas de veículos no país).
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