
O carro popular foi uma categoria de veículo que ganhou o coração de muitos brasileiros no passado. A ideia era simples: oferecer carros por preços mais acessíveis que cabiam no bolso de mais consumidores. Antes de falar sobre a possível volta, vamos a um resumo da história.
No início dos anos 1990, um carro popular custava em torno de US$ 7 mil. Corrigido, hoje isso equivale a R$ 35 mil. Hoje, o modelo 0 km menos caro do Brasil é o Renault Kwid, que, apesar de muito mais moderno, seguro e equipado, custa quase o dobro disso (R$ 68.190).
A boa notícia é que existe um movimento que ganhou força para trazer a ideia de volta para aquecer as vendas.
Segundo as informações da Folha de São Paulo, a proposta não será tão atrativa como no passado do ponto de vista de preço. A promessa são de carros novos a partir de R$ 50 mil, com motor 1.0 e movidos somente a etanol, considerado um combustível mais verde que a gasolina.
Atualmente, a iniciativa está em discussão no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Para voltar a reduzir os preços, um dos planos do governo é adotar a mesma estratégia do passado, ou seja, reduzir tributos.
O presidente da Stellantis, Antonio Filosa, é a favor da volta do carro popular. O executivo defendeu recentemente que a categoria precisará de impostos mais baixos, mas não pode abrir mão de itens de segurança para cortar custos.
Entre para comentar.