
A presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA, Jessica Rosenworcel, propôs, na quarta-feira (28), iniciativas para dificultar o rastreamento de carros conectados à internet de sobreviventes de violência doméstica por parte de seus abusadores.
A proposta vem após alguns casos já terem sido registrados, incluindo pessoas que seguiram suas vítimas usando o sistema de rastreamento de veículos da Tesla e da Mercedes-Benz, por exemplo.
A Lei de Conexões Seguras, sancionada no final de 2022, exige que provedores de serviços móveis permitam a vítimas de violência doméstica separarem suas linhas telefônicas e conexões das de seus abusadores como forma de proteção. Já os carros conectados são veículos que estão conectados à internet de alguma forma, incluindo conexão GPS.
Rosenworcel disse à Reuters que as consequências dos carros conectados, como a possibilidade de usar o sistema de rastreamento para seguir uma vítima, se enquadram na proposta da lei e devem ser regulamentadas por ela.
Um carro é uma tábua de salvação crítica que pode dar aos sobreviventes uma forma de escapar aos seus agressores, ganhar independência e procurar apoio. Os sobreviventes de violência doméstica não deveriam ter que escolher entre desistir do seu veículo e sentir-se seguros.
A proposta à FCC deve ser abordada em março, inclusive para buscar mais informações sobre como as ferramentas dos carros podem colocar em risco a vida de pessoas.
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