Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 24 de junho de 2023 · 2 min de leitura ·

Caso submarino: design e materiais podem ter contribuído para implosão 

Caso submarino: design e materiais podem ter contribuído para implosão 

Após a confirmação da morte de todos os cinco passageiros do submarino da OceanGate, uma investigação foi iniciada para entender o que de fato aconteceu para que o submersível não suportasse a pressão do fundo do Oceano Atlântico e implodisse — entenda aqui o que é implosão.  

No entanto, já com diversos indícios de que o veículo não atendia a demanda de segurança necessária, especialistas apontam que a tragédia era inevitável, inclusive no que diz respeito as escolhas do design e materiais usados na construção do Titan. 

Embora a investigação ainda esteja em andamento, já que busca mais destroços para montar um possível quadro dos eventos, segundo o professor de oceanografia da Universidade de Rhode Island, Chris Roman, à AP, a esfera do submarino era até adequada para esse tipo de embarcação, porque possibilita que a pressão alcance todas as áreas com a mesma intensidade — uma igual distribuição. 

No entanto, o Titan de 6,7 metros de comprimento e 10 toneladas foi projetado para fins comerciais (passeios), assim adicionou uma área interna relativamente espaçosa para seu tamanho, o que o deixou mais vulnerável à pressão externa da água. 

Geralmente, submersíveis que vão até águas profundas são de titânio, o Titan da OceanGate era de fibra de carbono. Baseado nessas análises, as escolhas no design e materiais do submarino podem ter contribuído diretamente para o acidente. 

Para Jasper Graham-Jones, professor associado de engenharia mecânica e marinha na Universidade de Plymouth, no Reino Unido, há ainda mais consequências na decisão de aumentar o espaço na cabine. São elas: 

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