
O pobre Taos nem sabia o que o aguardava. O Laboratório de Segurança Veicular da Volkswagen do Brasil estava de aniversário ontem e a empresa convidou jornalistas e outras pessoas da área para assistir a um teste de colisão.
O veículo a ser destruído é parte de um projeto já concluído e nas concessionárias. Segundo a Volkswagen, testes em veículos em produção são realizados ocasionalmente como controle de qualidade.
Mas a principal função do laboratório é, naturalmente, desenvolver carros novos. E carros em desenvolvimento, naturalmente, a Volkswagen não deixou a gente ver. Há um grande esquema de segurança em partes envolvidas com projetos novos, que são segredos industriais. Para podermos entrar com câmera, tivemos que esperar uma hora na recepção.
O laboratório surgiu quando a Volkswagen Brasil ganhou carta verde da Alemanha para desenvolver seus próprios veículos. Com o projeto iniciado em 1970, o primeiro veículo a ser sacrificado seria em dezembro 1971, um TL-1600.
Depois vieram o cult SP-2, a inesquecível Brasília, e por aí vai, pelas décadas. Sem o laboratório, também não haveria o Gol, o Santana e, mais recentemente, o Nivus, que é um projeto nacional fabricado também em outros países.
Segundo a Volkswagen, o laboratório chega hoje em dia, a 100 testes por ano. A VW do Brasil também realiza testes para modelos de outros países. Em toda sua história, o laboratório já destruiu mais de mil veículos, ainda que o número exato tenha sido perdido.
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