
A Citroen apresentou nesta quinta-feira (16) a primeira grande renovação do C3 no Brasil desde que o modelo foi lançado por aqui em 2012.
E as mudanças ficam evidentes principalmente no design: o modelo que antes possuía formas leves e abauladas deu lugar a um carro que lembra mais um SUV do que um hatchback. A carroceria também ficou um pouco mais quadrada e a suspensão bem elevada, diz a marca francesa, por causa das calçadas “particularmente altas” na América do Sul.
Este é um ponto importante a ser ressaltado: o novo C3 que será vendido na América do Sul — e também na Índia — não é a mesma versão que está sendo comercializada na Europa. O próprio CEO da Citroen, Vincent Cobée, explica o porquê deste novo “hatchback aventureiro”.
“O design foi inspirado e feito para os países em questão com o objetivo de oferecer uma solução única que transmita a identidade da Citroen”, afirmou o executivo, em comunicado oficial. “Comprar um carro é um grande investimento para os clientes e nossa ambição como marca mainstream é oferecer um modelo moderno e prestigioso, oferecendo uma especificação de preço de alto nível na vanguarda do mercado.”
Na verdade, o novo C3 se trata de um projeto pensado para mercados emergentes, baseado numa versão simplificada da plataforma CMP, desenvolvida pelo extinto grupo PSA em parceria com a chinesa Dongfeng. Esta base é utilizada no Peugeot 208 e em modelos menores como o Corsa F, da Opel, e o Aeolus Yixuan, da própria Dongfeng.
O novo Citroen C3 também é o primeiro de uma nova família de carros pensados pela marca francesa para a América do Sul. Chamada de C-Cubed, a gama terá ainda um SUV para substituir o Aircross no futuro e um sedã compacto, todos voltados para as demandas do continente.
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