
A movimentação dos navios foi confirmada nos últimos dias pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba. O governo do país diz que a “visita” dos equipamentos militares “corresponde às históricas relações de amizade” com Moscou e “não representa uma ameaça à região”.
Além do submarino nuclear Kazan, as embarcações russas enviadas para a ilha são: o navio de guerra Gorshkov; o petroleiro Pashin; e o rebocador de salvamento Nikolai Chiker. As autoridades cubanas garantiram que nenhum deles está transportando armas nucleares para a região.
O governo dos Estados Unidos diz que está acompanhando o caso e que os russos têm o direito de realizar exercícios militares. Apesar disso, garantiu que isso é parte de uma retaliação ao apoio norte-americano à Ucrânia.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nos últimos dias que, por conta do envolvimento de armas militares ocidentais na Ucrânia, o país poderia tomar medidas “assimétricas” em outras partes do mundo.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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