
Apesar da adoção lenta no Brasil, os carros elétricos se popularizaram: na Europa, essa modalidade representou mais de 14% das vendas em 2023, e deve chegar a 20% este ano. Conforme os modelos se tornam mais comuns nas ruas, os proprietários começam a se perguntar sobre como será o funcionamento no inverno, principalmente em uma região que pode chegar a dezenas de graus negativos. Afinal, se até veículos a combustão demoram para engatar no frio, não seria diferente com os elétricos.
No entanto, os modelos movidos a eletricidade ainda enfrentam problemas com o carregamento e a durabilidade da bateria.
No frio, os carros elétricos não são diferentes dos híbridos e a combustão: demoram mais para arrancar e são menos eficientes. Porém, a nova modalidade tem alguns problemas extra, como alcance e capacidade da bateria reduzidos.
A capacidade da bateria é a quantidade de energia que a bateria pode reter e a rapidez com que descarrega (e, consequentemente, recarrega). No frio, as reações químicas que acontecem dentro do dispositivo para gerar energia acontecem de forma mais lenta, afetando o desempenho.
Nem todos os carros elétricos são impactados da mesma forma e há maneiras de prever essa redução no desempenho. Por exemplo, a Federação Norueguesa de Automobilismo – país onde a temperatura pode chegar a – 40°C, faz testes regulares de autonomia dos veículos no inverno e verão. A perda no frio pode oscilar entre 10% e 30% em relação à autonomia oficial do carro.
Com isso, o alcance também cai e será necessário carregar o automóvel mais vezes – o que também é um problema. Os pontos de recarga (principalmente os que ficam ao ar livre, expostos ao frio) também ficam mais lentos por conta das reações químicas no interior. Ou seja, espere passar mais tempo estacionado esperando o carro carregar.
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