Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 21 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

Como uma decisão da China pode deixar os carros elétricos mais caros

Como uma decisão da China pode deixar os carros elétricos mais caros

A China vai passar a exigir permissões de exportação de grafite. A medida foi anunciada pelo governo do país nesta sexta-feira (20) e tem como objetivo controlar os suprimentos de minerais considerados essenciais, garantindo a segurança nacional. As restrições podem provocar grandes impactos econômicos, uma vez que o material é usado em praticamente todas as baterias de veículos elétricos.

A exigência de licenças de exportação foi anunciada no momento em que muitos governos estrangeiros estão aumentando a pressão sobre as empresas chinesas em relação às suas práticas industriais.

A União Europeia está avaliando a possibilidade de cobrar tarifas sobre os veículos elétricos fabricados na China, argumentando que eles se beneficiam injustamente de subsídios. Além disso, o governo dos Estados Unidos ampliou as restrições ao acesso das empresas chinesas a semicondutores, incluindo a suspensão das vendas de chips de inteligência artificial mais avançados fabricados pela Nvidia.

O Ministério do Comércio de Pequim disse que a medida em relação ao grafite foi “conducente a garantir a segurança e a estabilidade da cadeia de suprimentos global e da cadeia industrial, e conducente a uma melhor proteção da segurança e dos interesses nacionais”.

O governo chinês acrescentou que não estava visando nenhum país específico. Entre os principais compradores de grafite da China estão o Japão, os Estados Unidos, a Índia e a Coreia do Sul, de acordo com dados da alfândega chinesa.

As novas regras preveem que os exportadores solicitem permissões para enviar dois tipos de grafite, incluindo material de grafite sintético de alta pureza, alta dureza e alta intensidade, além de grafite natural em flocos e seus produtos. Três tipos de itens de grafite “altamente sensíveis” já estavam sob controle temporário, informou o Ministério do Comércio, e estão incluídos na nova lista.

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