Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 26 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Conhece o “direito ao reparo”? Nos EUA, virou briga; entenda

Conhece o “direito ao reparo”? Nos EUA, virou briga; entenda

Uma carta assinada por três senadores americanos pede que a indústria automobilística abandone a oposição ao chamado direito ao reparo e proteja os dados pessoais de seus clientes. A lei em questão garante ao consumidor a manutenção dos veículos em oficinas independentes, sem a necessidade de recorrer àquelas franqueadas — que geralmente têm custo maior.

O movimento vem avançando nos Estados Unidos e, neste ano, ganhou base legal em Nova York, Minnesota, Colorado, Oregon e Califórnia. O advento de veículos cada vez mais digitalizados, com peças eletrônicas, exige que os clientes tenham acesso às informações detalhadas das peças para garantir o reparo.

Mas as montadoras vêm dificultando isso alegando preocupações com a segurança cibernética, segundo o site The Verge. O argumento, no entanto, foi contestado por um estudo do Federal Trade Commission — agência de defesa do consumidor no país — que não encontrou evidências reais para o risco apontado pelas empresas.

Por anos, o movimento tem se concentrado em objetos como celulares e notebooks. Com a eletrificação dos veículos, a ideia de que o cliente deve poder escolher como e onde consertar seu carro cresceu e aumentou a pressão por mudanças na lei.

O documento enviado aos CEOs das principais montadoras foi assinado pela democrata Elizabeth Warren e pelos republicanos Jeff Merkley e Josh Hawley. O trio chama a indústria automobilística de “hipócrita” e “monopolista”. 

“Está claro que a motivação por trás da evasão das empresas automotivas de cumprir as leis de direito de reparo não se deve a uma preocupação com a segurança ou privacidade do consumidor, mas sim a uma reação hipócrita e motivada pelo lucro”, diz um trecho.

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