
Em novembro de 2019, o CEO da Tesla, Elon Musk, subiu ao palco na Califórnia, EUA, para lançar novo tipo de EV: o Cybertruck, picape angular estilo cyberpunk com carroceria feita de aço inoxidável escovado e vidro “inquebrável”.
O que aconteceu a seguir entrou para o folclore de relações-públicas. Sob o brilho das câmeras, as janelas do veículo de demonstração quebraram não uma, mas duas vezes durante um teste de sua força. Musk primeiro xingou, depois brincou: “Há espaço para melhorias”. Essa observação improvisada poderia ter sido um mantra adequado para todo o projeto.
Não que esse começo vacilante tenha dissuadido os fãs dedicados de Tesla. Desde então, cerca de 1,8 milhão de clientes fizeram seus depósitos de US$ 100 (quase R$ 500) para reservar um Cybertruck.
O veículo deveria começar a sair das linhas de produção em 2021, mas, dois anos depois, os carros ainda não foram entregues e, para a maioria dos clientes, não serão até 2024, no mínimo.
“Estive dirigindo o mais recente protótipo do Cybertruck em Giga, Texas”, tuitou Musk no mesmo dia. “É incrível!”
O conteúdo do relatório não desfere um golpe fatal no Cybertruck. Como disse um engenheiro automotivo veterano, que falou sob condição de anonimato para evitar a reação dos fãs da Tesla, a empresa tem enormes recursos financeiros que lhe permitirão resolver os problemas detalhados no relatório.
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