Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 13 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Descoberta chinesa pode dobrar vida útil da bateria de eletrônicos

Descoberta chinesa pode dobrar vida útil da bateria de eletrônicos

Cientistas do Instituto de Física da Academia Chinesa de Ciências resolveram um problema crônico de baterias de lítio totalmente em estado sólido. A descoberta pode dobrar a vida útil de baterias de dispositivos eletrônicos, como smartphones, e auxilia projetos de robôs humanoides, aviação elétrica e veículos elétricos.

Baterias de lítio totalmente em estado sólido têm sido usadas para armazenamento de energia de última geração devido ao uso de eletrólitos sólidos inorgânicos, que melhoram a segurança e permitem maior densidade de energia. No entanto, poros que se formam na interface entre o ânodo e o eletrólito comprometem o seu desempenho.

Recentemente, a Toyota e a Sumitomo Metal Mining anunciaram progressos significativos no desenvolvimento de materiais catódicos para baterias totalmente de estado sólido, prometendo maior segurança, vida útil mais longa e carregamento mais rápido em comparação com baterias de íons de lítio convencionais.

A tecnologia promete maior autonomia, potência elevada e tempos de carregamento reduzidos, além de contribuírem para a transição a uma sociedade neutra em carbono. A Toyota projeta lançar veículos elétricos com essa tecnologia entre 2027 e 2028, marcando um avanço significativo para a indústria automotiva, como informou o Olhar Digital.

Ao descobrir que o contato entre o eletrodo de lítio e o eletrólito sólido de sulfeto em baterias de lítio totalmente sólidas não é suficiente para evitar a formação dos poros, a equipe decidiu criar uma interface que controla o movimento de íons de iodeto pré-instalados em eletrólitos sólidos, explicou Huang Xuejie, autor do estudo publicado no periódico Nature Sustainability, ao site China Daily.

Isso ajuda a formar uma camada rica em iodo, atraindo íons de lítio que preenchem automaticamente os poros. Dessa maneira, mesmo sob baixa pressão interna, o ânodo e o eletrólito permanecem em contato próximo. E o resultado é uma energia superior a 500 watts-hora por quilograma, o que dobraria a vida útil da bateria de dispositivos eletrônicos.

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