
Direto de Detroit – Fugindo do tradicional “carro elétrico” que serve apenas para levar as pessoas de um ponto ao outro, a GM criou uma marca chamada BrightDrop e com ela nasceram dois furgões para carga com nome de EV600 to Zevo 600 e EV410 to Zevo 400. Testamos o primeiro deles e eu juro que nunca tinha me divertido tanto dirigindo algo tão imenso.
Aos poucos os furgões de carga, voltados para trabalho e não para o passeio, também vão ganhando espaço dentro do mercado de veículos elétricos. A ideia por aqui é exatamente a mesma, basicamente dividida em duas partes: economizar consideravelmente na manutenção e também no consumo de gasolina (a eletricidade é muito, muito mais barata na conta por quilômetro rodado), além de inserir tecnologias novas para auxiliar justamente no trabalho.
No primeiro ponto eu não consegui testar, pois o passeio nos Estados Unidos rendeu apenas duas voltas em uma das muitas pistas de testes da GM por lá. Ela está no mesmo complexo onde andei com o Hummer EV, primeiro jipão elétrico da GMC (que faz parte do mesmo grupo da GM). Já o segundo me gritou aos olhos.
O motor elétrico sempre entrega torque máximo de forma instantânea e faz com que a aceleração de um carro de passeio fique quase idêntica ao de um super esportivo, mas por aqui a ideia é dar força mesmo – afinal, o furgão carrega até uma tonelada de carga. Pisar fundo no pedal faz a frente levantar um pouco, mas com limitador de 65 milhas por hora (perto de 104 km/h) o EV600 não voa tanto.
A ideia deste teto de velocidade está no respeito das leis de trânsito e até mesmo no uso: estes furgões são feitos para transporte dentro da cidade, ou no máximo entre municípios próximos. As grandes distâncias ainda são percorridas por caminhões enormes, muito maiores e que levam muito mais carga. Voltando para o carro, o EV600 testado segura um pouco o carro na faixa e este é o tipo de recurso encontrado apenas em veículos de passeio, mais tecnológicos.
Por baixo do piso está a mesma estrutura de baterias encontrada no Hummer EV, com dois pacotes empilhados um por cima do outro e com a tecnologia Ultium. Ela permite que os componentes trabalhem em diversos alinhamentos e não necessariamente apenas em um chão reto. No caso do EV600 é liso mesmo, até por conta de espaço para levar a carga na parte traseira.
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