Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 26 de maio de 2022 · 2 min de leitura ·

Embraer, ITA e Fapesp vão investir R$ 48 mi em centro de pesquisa para mobilidade aérea

Embraer, ITA e Fapesp vão investir R$ 48 mi em centro de pesquisa para mobilidade aérea

A Embraer, o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) anunciaram um investimento compartilhado de R$ 48 milhões para criar um centro de pesquisa em engenharia para a mobilidade aérea. O acordo, firmado na última quarta-feira (25), terá duração de cinco anos.

Em comunicado, a Embraer afirma que a pesquisa irá reunir representantes da comunidade científica e profissionais da indústria aeronáutica e se fundamentará em três vetores: aviação de baixo carbono, sistemas autônomos e manufatura avançada. Com isso, a iniciativa cria um “ambiente favorável”, segundo a companhia, para formar recursos humanos qualificados e produzir publicações científicas de alto impacto.

“Tenho certeza que este CPE será um excelente exemplo de cooperação entre empresa, governo e academia com o propósito de contribuir para a definição da aviação zero carbono do futuro, gerando valor para a sociedade como um todo”, disse Luís Carlos Affonso, vice-presidente de engenharia, desenvolvimento tecnológico e estratégia corporativa da Embraer, em comunicado à imprensa.

A ideia da parceria é propor soluções tecnológicas para potencializar a competitividade da indústria aeroespacial. As instituições descreveram o escopo das pesquisas em conjunto, além das principais atividades necessárias para a concretização do trabalho.

“Essa iniciativa irá ampliar a formação de recursos humanos em áreas estratégicas, para Embraer, a FAB e a cadeia produtiva do setor”, afirma o reitor do ITA, Anderson Correia. “Também vai promover uma integração internacional para atender aos desafios da mobilidade aérea.”

De acordo com a Embraer, a parceria para a criação do centro de pesquisa irá “orientar e viabilizar as condições de transferência de tecnologia entre os atores industriais, públicos e do terceiro setor”. Na visão da empresa, com esses modelos de parceria, será possível, a partir da aplicação dos resultados de pesquisa, gerar novos negócios e “estimular a atividade empreendedora”.

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